Pensão por Morte 2026: novos critérios e como solicitar
09/02/2026
A perda de um familiar traz dor, insegurança e muitas dúvidas. Em meio ao luto, surgem questões práticas que não podem esperar, como a renda da família. A pensão por morte é um benefício essencial nesses momentos, garantindo apoio financeiro aos dependentes. Em 2026, as regras seguem critérios específicos que precisam ser bem compreendidos para evitar erros e atrasos no pedido.
Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post "Pensão por Morte 2026: novos critérios e como solicitar":
A pensão por morte é um benefício pago pelo INSS aos dependentes de quem faleceu e contribuía ou tinha direito a benefício previdenciário. Ela não depende de tempo mínimo de contribuição, desde que o falecido estivesse com a qualidade de segurado no momento do óbito. O valor e o tempo de pagamento variam conforme a situação de quem recebe.
Os dependentes seguem uma ordem de prioridade definida pela lei. Cônjuge, companheiro e filhos menores de 21 anos ou inválidos têm preferência. Na falta deles, podem ter direito os pais e, por último, irmãos que também dependiam financeiramente do segurado. A dependência dos primeiros é presumida. Nos demais casos, precisa ser comprovada por documentos.
As regras atuais mantêm mudanças importantes trazidas nos últimos anos. O valor inicial da pensão corresponde a uma cota familiar de 50% do benefício, acrescida de 10% por dependente, até o limite de 100%. O tempo de recebimento também mudou. Para cônjuges mais jovens, o pagamento pode ser temporário, variando conforme a idade na data do óbito e o tempo de contribuição do segurado falecido.
Se o casamento ou união estável tiver menos de dois anos, ou se o falecido tiver contribuído por menos de 18 meses, a pensão costuma ser paga por apenas quatro meses. Quando esses requisitos são cumpridos, o prazo aumenta e pode chegar a ser vitalício, dependendo da idade do dependente. Por isso, cada caso precisa ser analisado com atenção.
O pedido pode ser feito de forma online ou presencial. É necessário apresentar documentos pessoais, certidão de óbito e provas da relação com o falecido. Quanto antes o requerimento for feito, melhor. Solicitações realizadas em até 90 dias após o óbito garantem pagamento desde a data da morte. Depois desse prazo, o valor passa a contar da data do pedido.
Muitos pedidos são negados por falta de documentos ou informações incompletas. Erros em dados pessoais, ausência de provas da união estável ou da dependência financeira são situações frequentes. Em um momento de fragilidade emocional, esses detalhes passam despercebidos e geram ainda mais desgaste para a família.
Buscar orientação jurídica pode evitar problemas e garantir que o direito seja respeitado. Um olhar técnico ajuda a organizar documentos, esclarecer dúvidas e agir rápido, reduzindo riscos de negativa ou pagamentos menores do que o devido.
A pensão por morte é um direito que protege a família em um dos períodos mais difíceis da vida. Conhecer as regras atuais e agir com cuidado faz toda a diferença para atravessar esse momento com mais tranquilidade e estabilidade financeira.
Conteúdo desenvolvido pela Sangiogo Advogados Associados OAB/RS 3.605
