Sangiogo Advogados Associados

Direito Empresarial

Empréstimo Pessoal com Juros Altos: Quando Cabe a Revisão?

Revisional de Juros

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Meta Description: Juros altos no empréstimo pessoal nem sempre são ilegais, mas taxas muito acima da média de mercado podem ser revistas. Entenda como comparar a taxa do contrato com a média do Banco Central e quais cobranças merecem atenção.

Introdução

O empréstimo pessoal é uma das formas mais rápidas de conseguir dinheiro, mas também uma das mais caras. Muitas pessoas assinam o contrato pensando apenas no valor da parcela e só depois percebem o quanto estão pagando de juros.

A lei não proíbe juros altos para os bancos, mas a Justiça pode corrigir cobranças desproporcionais em comparação com o mercado.

Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post “Empréstimo Pessoal com Juros Altos: Quando Cabe a Revisão?”.

Entenda

Os bancos não estão limitados a 12% ao ano, mas a taxa contratada pode ser considerada abusiva quando fica muito acima da média de mercado divulgada pelo Banco Central para a mesma modalidade e período.

1. Como saber se os juros do empréstimo estão abusivos?

O Banco Central divulga mensalmente a taxa média de juros de cada modalidade de crédito. Comparar a taxa do contrato com essa média, na data da contratação, é o primeiro passo.

A Súmula 382 do STJ esclarece que juros acima de 12% ao ano, por si só, não indicam abuso. O que se analisa é a distância em relação à média e as características do contrato.

Fique atento:

Confira sempre o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, tarifas, seguros e impostos. Ele mostra o custo real do empréstimo.

2. Quais outras cobranças merecem atenção?

  • Seguro prestamista incluído sem escolha do cliente;
  • Tarifas não previstas ou sem serviço correspondente;
  • Juros cobrados sobre tarifas embutidas no valor financiado;
  • Contrato sem informação clara da taxa mensal e anual.

3. Quais documentos são necessários para a análise?

  • Contrato completo e cronograma de parcelas;
  • Extratos com os débitos realizados;
  • Comprovantes de pagamento.

Importante saber:

O banco é obrigado a fornecer cópia do contrato quando solicitado. Peça por escrito e guarde o protocolo.

Conclusão

Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pela Sangiogo Advogados.

Neste blog post falamos sobre:

  • Como saber se os juros estão abusivos;
  • Outras cobranças que merecem atenção;
  • Documentos para a análise.

A comparação com a taxa média do Banco Central é o ponto central para identificar juros abusivos no empréstimo pessoal, junto com a verificação de tarifas e seguros incluídos no contrato.

Se você tem dúvidas sobre revisão de empréstimo pessoal, entre em contato com um advogado de sua confiança para analisar seu caso e verificar quais medidas podem ser tomadas.

Conteúdo desenvolvido pela Sangiogo Advogados Associados – OAB/RS 3.605

Perguntas Frequentes sobre revisão de empréstimo pessoal

Posso pedir revisão de um empréstimo já quitado?

Em muitos casos, sim, respeitado o prazo de prescrição, que deve ser verificado conforme as datas dos pagamentos.

Preciso parar de pagar para pedir a revisão?

Não é recomendável. Manter os pagamentos evita encargos de atraso e negativação.

O que acontece se a abusividade for reconhecida?

Os juros podem ser recalculados pela taxa média de mercado, com compensação ou devolução do que foi pago a mais.

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